A tardezinha sai pra caminhar na pista da Universidade, tenho feito isso com relativa constância, mas não apenas como atividade física, esse é um momento para treinar o 'não pensar em nada'.
Parei um pouco, me sentei e fiquei a olhar a paisagem ao meu redor, observei uma criança jogando bola com seu companheiro, senti grande vontade de jogar também... Estava ali desenhada a chance de me aproximar e pedir para participar da brincadeira.
Eu que sempre morro de medo de me relacionar, morro de medo de dizer qualquer palavra... Então me aproximei e disse: '- Posso jogar também?'
Eles disseram que sim, então entrei na roda e começei a trocar passes, passei quase uma hora ali correndo, chutando, tocando, 'matando a bola' e fazendo embaixadas, fiz isso até cansar. Então me despedi e fui saindo, passei perto do menininho bati na mão dele, perguntei-lhe o nome, agradeci e continuei caminhando bem devagar em direção ao carrinho de água de coco.
Olhei para os meus pés, eles estavam sujos de lama, meu tênis branco ficou preto, e até minha canela tinha marcas de barro... Dei risada dessa molecagem, peguei minha água de coco e voltei andando pra casa, com uma sensação boa de estar perdendo a vergonha de existir.
CSD./
Parei um pouco, me sentei e fiquei a olhar a paisagem ao meu redor, observei uma criança jogando bola com seu companheiro, senti grande vontade de jogar também... Estava ali desenhada a chance de me aproximar e pedir para participar da brincadeira.
Eu que sempre morro de medo de me relacionar, morro de medo de dizer qualquer palavra... Então me aproximei e disse: '- Posso jogar também?'
Eles disseram que sim, então entrei na roda e começei a trocar passes, passei quase uma hora ali correndo, chutando, tocando, 'matando a bola' e fazendo embaixadas, fiz isso até cansar. Então me despedi e fui saindo, passei perto do menininho bati na mão dele, perguntei-lhe o nome, agradeci e continuei caminhando bem devagar em direção ao carrinho de água de coco.
Olhei para os meus pés, eles estavam sujos de lama, meu tênis branco ficou preto, e até minha canela tinha marcas de barro... Dei risada dessa molecagem, peguei minha água de coco e voltei andando pra casa, com uma sensação boa de estar perdendo a vergonha de existir.
CSD./
5 comentários:
Eu sofro desse mal tb e, como é difícil enfrentá-lo. Eu sei que disfarço bem (incrível como desperdicei meu talento de atriz hehehe) mas a verdade é que sempre acabo por me sentir um ET neste mundo e sempre querendo voltar pra casa: "ET, telefone, minha casa".
Eu estou tentando a todo custo deixar esse medo de lado, não é fácil ele me acompanha desde sempre, e chega a me paralizar. Mas se eu não desenvolver esse aspecto ele vai sempre me fazer falta, não parece, mas meu 'atrofiamento social' causa muitos problemas... Bom, tô experimentando mudar, mas é tão sutil...
E você não é ET nenhum... E nisso a gente é bem parecida, fechadas demais... E só você pode mudar isso, se é que você quer mudar, já dizia Clarice que se deve ter cuidado até em cortar os defeitos, nunca se sabe qual segura o prédio inteiro, risos!
Pois é... não sei se quero mudar. Eu sei me abrir quando quero e quando acho que vale a pena, tenho um bom feeling pra isso. Não sinto que queira mudar isso. É um pilar importante do meu prédio hehehe
Eu entendo você... Mas no meu caso, a mudança consiste numa só, abrir espaço para as aproximações em geral. Não necessariamente me abrir, mas permitir um primeiro contato mais verdadeiro com as pessoas. Enfim, só vou saber se isso funciona experimentando...
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