Sempre imaginei que as lições sobre partida a gente aprendesse com os aeroportos... Era só passar em frente, e pronto, já se saberia partir nas asas de uma aeronave qualquer.
Sinto que se aproxima a passos largos meu momento de partir. Não tenho o que lamentar, nem remorso pelo que deixo para trás. Todas as lembranças estão grudadas na minha retina.
Uma inquietação?... Não ter a presença recorrente daqueles que amo, e de não saber qual será a dinâmica dos relacionamentos daqui para frente... A dúvida sempre aflige, e a saudade dói.
O que fazer? Tocar um tango argentino.
Minha mente aflita não para de perguntar, 'o que será daqui pra frente?'. Não tenho respostas, nenhuma resposta. Eu só quero viver, me incumbir de ir vivendo... Isso já é tão difícil.
O peito segue apertado. A despedida nunca é fácil, não achei que essa seria. Mas não preciso dizer adeus.
CSD./
2 comentários:
O partir é meramente físico. As distâncias hoje são insignificantes. O importante é invisível aos olhos, não é assim?
Você tem toda razão!
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