De manhã ao acordar percebi que o cedro plantado pelo meu avô no quintal de casa havia, enfim, perdido todas as suas folhas, o que é natural no inverno.
Este fato tão comezinho me proporcionou uma reflexão sobre como começar de novo, do zero, sem sequer uma folha, assim como o cedro recomeça ao fim de todos os invernos. Afinal em minhas recentes descobertas eu havia optado por parar, repensar, reconsiderar minha vida, minhas escolhas para poder começar novamente partindo de outra premissa, vendo a vida por um novo ângulo.
Surpreendentemente este foi o assunto sobre o qual troquei as última palavras com meu avô, alguns minutos antes do acidente que lhe tirou a vida; eu lhe perguntei se ele havia percebido que seu cedro havia perdido todas as folhas, ele disse que sim...
Quando tudo aconteceu eu ainda estava pensando sobre isso, foi meu último pensamento antes do choque, antes de ser tomada por uma dor avassaladora, e isso não foi um acaso.
Eu perdi todas as minhas folhas, e estou juntando forças para começar de novo, vencer o inverno e ressurgir na primavera.
O meu avô também havia perdido todas as folhas, mas diferentemente de mim, este foi seu último inverno. Um novo ciclo se inicia para ele em um novo lugar; no desconhecido; no mistério mais profundo, em que literalmente morremos na esperança de renascer melhor.
Este fato tão comezinho me proporcionou uma reflexão sobre como começar de novo, do zero, sem sequer uma folha, assim como o cedro recomeça ao fim de todos os invernos. Afinal em minhas recentes descobertas eu havia optado por parar, repensar, reconsiderar minha vida, minhas escolhas para poder começar novamente partindo de outra premissa, vendo a vida por um novo ângulo.
Surpreendentemente este foi o assunto sobre o qual troquei as última palavras com meu avô, alguns minutos antes do acidente que lhe tirou a vida; eu lhe perguntei se ele havia percebido que seu cedro havia perdido todas as folhas, ele disse que sim...
Quando tudo aconteceu eu ainda estava pensando sobre isso, foi meu último pensamento antes do choque, antes de ser tomada por uma dor avassaladora, e isso não foi um acaso.
Eu perdi todas as minhas folhas, e estou juntando forças para começar de novo, vencer o inverno e ressurgir na primavera.
O meu avô também havia perdido todas as folhas, mas diferentemente de mim, este foi seu último inverno. Um novo ciclo se inicia para ele em um novo lugar; no desconhecido; no mistério mais profundo, em que literalmente morremos na esperança de renascer melhor.
CSD./
O cedro do quintal, esperando por novas folhas, assim como eu...
Um comentário:
"Sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim. Mas vale a pena.
Mesmo que doa. Dói só no começo."
CL./
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